2–3 jogadores · 50–90 minutos
Premissa: duas pessoas que não se conhecem são, por circunstâncias externas, obrigadas a passar a noite juntas num lugar.
Preparação: pede-se primeiro ao público o lugar — uma estação porque o comboio foi cancelado, uma sala de espera de hospital, um abrigo de montanha. O público equipa duas personagens: nome, idade, profissão e, sobretudo, uma razão para passar a noite ali. Enquanto se equipa cada personagem, o outro jogador tapa os ouvidos para ficar sem preconceitos. A única coisa que se revela um ao outro é a idade da personagem. Em seguida, o lugar é decorado com o máximo detalhe possível.
Black.
Enquanto a luz volta, soa uma versão instrumental de "Strangers in the Night". Vê-se a primeira pessoa numa rotina. Chega a segunda. Durante a improvisação, as duas personagens devem oscilar entre atracção e repulsa, aproximando-se com o tempo.
Quando uma fala de um acontecimento passado, pode mostrar-se em flashback. O outro jogador entra então no papel correspondente.
A peça abrange ficticiamente uma noite inteira. Termina quando os dois são libertados, se libertam, são deixados ir ou simplesmente podem partir. Um deles fica um instante enquanto a luz cai a black e ouvimos novamente "Strangers in the Night".
Variante: com três jogadores, o terceiro toma as outras personagens nas cenas de flashback. Pode também jogar uma personagem secundária na cena original — o barman do bar de estação vazio, a enfermeira no hospital — mas deve manter-se ao lado e não roubar o foco.
(Formato de Dan Richter — Foxy Freestyle)