Alien, Tigre, Vaca: o despertar rápido do grupo
Versão curta: Alien, Tigre, Vaca (ou Alien, Tiger, Cow) é basicamente a versão em grupo do "Pedra, Papel, Tesoura" — só que com mais barulho e o corpo todo metido. Toda a gente em círculo, contamos juntos e ao três cada um tem de decidir-se ao mesmo tempo por uma das três figuras. O objetivo? Que no final façamos todos exatamente a mesma coisa. Quando isso acontece, é um daqueles raros momentos de pele de galinha em que pensas: ok, agora estamos a vibrar como um só corpo.
Porque é que fazemos isto, ao certo
Este jogo é perfeito para desligar a cabeça e ligar o corpo. É tudo sobre o pulso do grupo. Quem pensa demais ("o que vão eles escolher?") perde o ritmo. Mas quem simplesmente escuta e sente o compasso acaba, quase sem dar por isso, na mesma coisa que o resto do grupo. Além disso: fazes figura de palhaço durante um minuto, e depois as cenas correm muito mais livres.
Como funciona
Todos formam um círculo. Contamos em voz alta: "Um, dois, três!" — e ao três cada um atira a sua pose:
- O Alien: Indicadores apontados para os lados da testa como antenas, inclinas-te ligeiramente para a frente e atiras um "Bip, bip!" agudo para o círculo.
- O Tigre: Garras para fora, desces sobre os joelhos e mandas um "Roar!" ou "Grrr!" agressivo para o meio.
- A Vaca: Mãos à frente da barriga como um úbere a balançar, e largas um "Muuuh!" grave e bem descontraído.
Reset rápido e logo a próxima ronda. A coisa apanha rapidamente um beat hipnótico: Um, dois, três — barulho! Um, dois, três — barulho! Jogamos até toda a gente acertar na mesma figura ou até estarmos todos bem aquecidos e a vibrar.
O que estamos a treinar, na verdade
- Escutar (em modo silencioso): Não estás a ouvir palavras, estás a ouvir o que paira no ar. Para onde está a inclinar-se o grupo neste momento?
- Compromisso total: Nada de meias medidas. Se vais ser Tigre, sê o Tigre — alto, grande, sem vergonha. Essa atitude de "ir com tudo" vale ouro em qualquer cena posterior.
- Treino anti-ego: Aqui não ganhas sozinho. A "vitória" pertence ao coletivo. Quem tenta ser original, normalmente estraga o momento de unidade.
Algumas variantes para apimentar
- A regra da maioria: Uma ronda para os competitivos. Quem escolhe a figura menos representada no círculo, sai. Jogamos até sobrarem só uns poucos.
- O duelo: Como no clássico: Tigre come Vaca, Vaca assusta Alien, Alien doma Tigre. Perfeito para confrontos a dois.
- Novos mundos: Quando Alien, Tigre e Vaca começam a ficar baços, inventem os vossos próprios trios. Por exemplo: Ninja, Pirata, Cowboy ou Torradeira, Máquina de lavar, Aspirador. Vale tudo o que faça rir.
- A versão muda: As mesmas poses, sem som. É aí que reparas mesmo o quanto tens de ler a linguagem corporal dos outros.
Dica de profissional para quem conduz
Não pares assim que toda a gente acerta na mesma na primeira vez. Joga mais duas ou três rondas para o ritmo assentar mesmo. E muito importante: conta de forma clara e com energia! Se o teu "um, dois, três" sair mole, o Tigre acaba mais gatinho do que outra coisa. Dá ao grupo o compasso de que precisa para sair de si próprio.
No fundo é simples: trata-se daquele momento em que de um monte de jogadores individuais nasce um só organismo. E sinceramente, quem é que não quer passar um minuto a fazer "bip bip" pela sala como um alien?