(Também conhecido como: **String of Pearls)
Colar de pérolas é um jogo narrativo de grupo em que vários intérpretes contam uma história curta frase a frase – mas numa ordem não linear. Primeiro são fixadas a primeira e a última frase da história, e em seguida os restantes intérpretes preenchem os espaços por qualquer ordem. O desafio está em ligar um início e um fim deliberadamente afastados num relato coeso e coerente.
- Tipo: Jogo narrativo de grupo
- Número de jogadores: Idealmente 7 a 8 intérpretes (jogável a partir de 3)
Disposição
Todos os intérpretes alinham-se ao fundo do palco. Vão avançando um a um para ocupar uma posição na linha temporal da história. Do ponto de vista do público, a história lê-se da esquerda para a direita:
- Lado direito do palco (esquerda do público): o início da história.
- Lado esquerdo do palco (direita do público): o fim da história.
- O espaço entre os dois: preenchido pelos restantes intérpretes pela ordem que escolherem.
Desenrolar
- A primeira frase. Um intérprete avança para o lado direito do palco e diz a frase de abertura. Exemplo: "Era mais um dia horrível na dimensão do inferno."
- A última frase. Um segundo intérprete avança para o lado esquerdo do palco e diz a frase de encerramento, idealmente o mais afastada possível da primeira. Exemplo: "Finalmente as contas estavam fechadas e o escritório inteiro podia ir para casa."
- Recapitulação. As duas frases são repetidas pela ordem, da esquerda para a direita.
- Preencher o meio. Um a um, os restantes intérpretes avançam para qualquer posição livre entre os já presentes e acrescentam uma única frase que encaixe nesse ponto específico da história.
- Recapitulação após cada frase. Sempre que é acrescentada uma frase, toda a história é repetida do princípio ao fim.
- Encerramento. Assim que o último intérprete tomar o seu lugar, a história completa é contada uma última vez do princípio ao fim.
Sugestões
- Aceitar todas as ofertas. Cada frase dita passa a fazer parte da história. A tarefa é construir sobre ela e justificá-la, nunca contradizê-la.
- Manter memorizável. As frases são repetidas muitas vezes; não devem ser tão complexas que o grupo não as consiga reter. Ainda assim, devem fazer a história avançar ou descrever algo concreto, não serem meros enchimentos.
- Ser específico. Frases vagas tornam difícil ligar a história. A precisão dá aos próximos intérpretes um ponto a que se agarrar.
- Alternar descrição e ação. Combinar frases que criam atmosfera ou pormenor sensorial com frases que fazem a ação avançar.
- Estratégia de quem entra tarde. Quem entra entre os últimos deve perguntar-se: "O que ainda não foi explicado?" – e usar a sua frase para resolver uma questão em aberto em vez de introduzir um novo elemento.
- Sugestões do público. Uma boa restrição: pedir duas palavras sem relação entre si, uma a aparecer na primeira frase e outra na última.
Variações
- Elenco pequeno (3 a 4 intérpretes). Cada intérprete assume duas ou três posições diferentes na fila.
- Versão a solo. Um único intérprete (com boa memória) conta a história inteira, deslocando-se fisicamente a cada posição.
- A pérola cantada. Cada frase é cantada como uma letra de música, normalmente sobre um acompanhamento simples e repetitivo.