Um jogo para 3-10 jogadores. Adequado como exercício para treinar oferta e aceitação.
Todos estão em círculo. Um jogador está no centro do círculo e é abordado em rápida alternância pelos outros jogadores (é «acompanhado»). Isto acontece da seguinte forma: um dos jogadores do círculo dá um passo para dentro, vai ao encontro do jogador do meio e faz, de cada vez, uma oferta sob a forma de uma frase com a gestualidade, mímica e acção correspondentes, à qual o jogador do centro reage imediatamente. Depois, o jogador de fora regressa ao círculo.
Logo a seguir vem já o próximo jogador com a próxima oferta, etc. Entre as ofertas há sempre um corte implícito, que, porém, não é pronunciado.
Este jogo presta-se bem, por exemplo, a mostrar a vida de uma pessoa em fragmentos de cena (como num filme em câmara rápida), p. ex. da infância até à morte. Quem é a pessoa e que coisas desempenham um papel na sua vida é dado pelo público. Pode, por exemplo, fazer-se com que uma figura pública exerça uma profissão qualquer.
Exemplo (D «está na porta giratória»):
- A: (interpela D como uma mãe ao filho) «Come bem a tua papa, para ficares grande e forte!»
- D: (faz de criança) «Mas já estou cheio, mamã.»
- B: (dá uma palmadinha no ombro de D) «Hoje é um dia importante na tua vida! Estou orgulhoso de ti!»
- D: (joga entusiasmado) «Estou tão ansioso pela escola!»
- C: (joga um colega idiota) «Eh! Que roupas mais ridículas é que tu trazes!»
- D: (fica zangado) «Repete e levas com um soco no nariz!»
- A: (afaga o rosto de D) «Meu pobre menino. Tenho de comunicar isto ao director da escola!»
- D: (joga magoado) «Ai - não toques!»
- etc.
Os outros jogadores podem manter os papéis que escolheram uma vez, se o jogo o exigir, mas também podem mudá-los. Por exemplo, a jogadora da mãe pode, duas ofertas depois, fazer a amante do homem, agora adulto.
Sugestões e observações
- Jogar depressa, não deixar surgir pausas. É também importante fazer saltos no tempo maiores, para que o jogo chegue a um fim.